Code-races é uma instalação que confronta o mito canibal e a herança do racismo científico do século XIX. Apresentada em um espaço fechado que lembra um freak show, ela coloca o visitante em uma postura de curiosidade misturada com inquietação. No centro, réplicas de ossos e crânios em argila branca e preta formam um “código de barras” que leva ao absurdo a pretensão de “ler” a raça na anatomia. Projeções de imagens antropométricas aparecem nessas superfícies, evocando a mercantilização dos corpos e o fascínio pelo exotismo. Entre museu e relicário, Code-races coloca em crise os dispositivos de conhecimento e espetáculo que naturalizaram a desigualdade racial.