Performances

Déclaration d'Amour

A quel moment un motif de fierté nationale devient un objet d’isolement ? « Déclaration d’amour » questionne l’intégration dans une dialectique simple : peut-on vivre dans un pays et ne pas aimer un des éléments constitutif de son identité ? Cette œuvre fait écho aux travaux de Levy-Strauss et Bettini qui questionnent la construction de l’identité dans sa forme xénophobe : comment être « moi » sans rejeter « l’autre » ? Dans Tristes tropiques, Levy-Strauss met ainsi sur le même plan l’antropophagie des Indiens du Brésil, qui mangent l’autre afin de s’approprier ses qualités, à l’anthropémie des sociétés occidentales, qui, littéralement, vomissent l’autre. Cette œuvre met ainsi en lumière la fine frontière entre ouverture vers l’autre et construction de soi.

Love Bites

Dans le cadre du #WELL18 au Louvre-Lens, l'artiste a décidé de questionner la marchandisation tacite du corps féminin. Pour ce faire, elle a conçu la performance "Love Bites". Habillée d'une robe faite de 394 bonbons sculptés en forme de vulve, l'artiste a mis en vente ces morceaux d'amour. Le prix ? Un morceau de l'autre. Un bout de soi en échange d'un bout de l'autre. Corps contre corps.

L'Interface

Pour cette œuvre d'art vivante et collaborative, l'artiste Renata Andrade, qui réalise notamment des sculptures en argile, propose au public de venir construire et déconstruire une œuvre avec elle. Chacun est libre de venir imprimer sa marque dans un bloc d'argile et d'y exprimer ce qu'il souhaite, en collaboration avec l'artiste. Une communication à travers la matière qui pousse aussi à s'interroger sur la place du langage corporel et de la communication non verbale dans nos sociétés. « C'est une manière pour moi de partager mon expérience de sculptrice, le plaisir de modeler l'argile, poursuit Renata Andrade, et de recevoir en échange l'expérience, le contact, l'émotion du public. »

The feminine, the material and the time

Nesta criação original, a artista retrata o íntimo universo feminino através do seu conflito mais violento: a ditadura da aparência, a luta contra o tempo, a maquiagem para ser ... Diante de um espelho Renata Andrade, força o tempo a mostrar-se. Ela aprofunda-se em mais uma experimentação com o seu material de origem, o barro, a artista destaca os efeitos de material e do tempo sobre o seu próprio corpo. Suas rachaduras sobre a pele, sua respiração se esgota, seu corpo enfraquece. Ligada a vários universos poéticos, Renata Andrade vai além do corpo humano para voltar às fontes da vida, esta performance colabora para construção do seu discurso. Seu corpo já não é meramente humano, é uma junção de reinos biológicos, meio animal, meio vegetal, é a encarnação viva do tempo. Este trabalho,  exclusivo é parte de uma viagem intelectual e poética já amplamente desenvolvido em criações anteriores onde a artista aborda  o tema do ciclo e da eterna renovação.

Seiva

Realização: Núcleo Seiva

Conceito:

Partindo das séries "Mulher  Árvore" o tema se desdobrou, e em conjunto com o fotografo Andrex Almeida, surge uma nova plasticidade e um novo tema,“Seiva”: que nas plantas é o equivalente ao sangue dos animais, é o líquido que circula por toda o vegetal para alimentar as suas células.  Com esse conceito e com a produção em conjunto com outros artistas se cria a performance e um novo núcleo, "Núcleo Seiva",  onde há constante circulação de artistas, que são alimentados e são alimentos criativos de acordo com as afinidades de idéias e plasticidades.

Alimento Supremo

Realização: Grupo O´Culto 

Atuantes: Renata Andrade e Cleide Vieira

Conceito:

Gaston Bachelard em seu livro A Água e os Sonhos "já imaginou alguns dos devaneios que se formam no lento trabalho da amassadura, no jogo múltiplo das formas que se dá a massa por modelar. Parecera-nos indispensável , colocando-nos do ponto de vista da imaginação material dos elementos , estudar um devaneio mesomorfo, um devaneio intermediário entre a água e a terra. Com efeito pode-se captar uma espécie de cooperação de dois elementos imaginários, cooperação cheia de incidentes, de contrariedades, conforme a água abranda a terra ou a terra confere à água a sua consistência. Para a imaginação material, inteiramente voltada às suas preferências, por mais que se misture os dois elementos, um é sempre o sujeito ativo, o outro sofre a ação". 

 

Entremear

Realização: Grupo O´Culto 

Atuantes: Renata Andrade e Cleide Vieira

Conceito:

Ate onde vai a criação do homem? Ate onde vai o homem criador?

Na necessidade de se tornar eterno o homem cria, constrói e acaba morto pela sua própria criação – O Criador sede o seu nome para criatura que ganha vida e se eterniza,a obra supera o criador.

Apresentada no Congresso Nacional de Técnicas das Artes do Fogo (CONTAF) e em Mairinque